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SNQTB Defende Viabilização do BPP
O SNQTB tem acompanhado a situação do BPP, de acordo com a postura interventiva e dialogante que mantém na representação dos seus associados.
Presentemente a gestão do BPP encontra-se sob intervenção e supervisão das entidades competentes, visando o saneamento da Instituição, sendo que o Governo se encontra a apreciar o plano de viabilização do BPP.
Considera o SNQTB que, numa fase decisiva para a viabilização do BPP, importa ponderar todos os aspectos relevantes. Assim:
Quanto ao BPP:
- É incorrecta a ideia que o BPP seja estritamente um “banco de fortunas”; na verdade verifica-se a existência de um relevante grupo de pequenos aforristas e pequenas e médias empresas entre os seus clientes;
- Até ao momento, não foram referenciadas quanto ao BPP, imputações de actuação ilegal semelhantes às que impendem sobre o BPN, instituição de crédito objecto de nacionalização;
- Face aos dados disponíveis verifica-se que o BPP poderá ser viabilizado, mediante uma intervenção coordenada e ajustada para esse efeito.
Quanto ao sector bancário:
- É falsa a ideia que o BPP seja um caso menor e isolado no panorama do sector bancário: o BPP integra o sector bancário português e tem compromissos a cumprir junto de bancos estrangeiros;
- Acautelar a situação do BPP é (também) salvaguardar os interesses da banca nacional e da economia portuguesa;
- Os incumprimentos ou a insolvência de um banco português poderão afectar a imagem, confiança e bom nome da banca portuguesa, factor particularmente grave face à crise financeira internacional, e poderá fazer aumentar o custo do dinheiro para a banca nacional.
Quanto ao Estado Português:
- Cremos que ninguém poderá assegurar, com a certeza e fundamento exigíveis num assunto desta seriedade, que a insolvência do BPP não provoque efeitos colaterais imprevisíveis, de difícil e sempre dispendioso controlo;
- A insolvência de um banco nacional poderá afectar negativamente o “rating” da República Portuguesa, de acordo com o que já veio a público;
- Para além disso, é necessário considerar o ponderoso conjunto das responsabilidades e custos que o Estado teria sempre de assumir, nos termos legais, em caso de insolvência do BPP;
Quanto aos trabalhadores:
- Naturalmente, estes Sindicatos estão preocupados com a situação dos trabalhadores do BPP e, por isso, decididamente empenhados na resolução da mesma;
- Sendo que a primazia, nesse âmbito, é a viabilização do BPP;
Em conclusão:
O Banco Privado Português não é um “assunto” isolado, que apenas afecta os seus accionistas, administração, clientes e trabalhadores. Está também em causa a banca nacional e o Estado português.
A nível mundial é consensual a necessidade de intervenção para evitar os efeitos da falência de um banco. Também por isso na União Europeia não ocorreu a insolvência de qualquer Banco.
Nesta medida, entende o SNQTB que o Governo, devidamente secundado pelas autoridades competentes, atenderá aos superiores interesses da Nação, com a prudência e firmeza que este assunto merece, face à sua verdadeira dimensão e riscos inerentes, promovendo uma solução que garanta a viabilização do BPP.
07/05/2009


